Archive for the ‘ZonaReGGae Reviews’ Category

ZonaReGGae Reviews…V.A. – Revolutionary Dub Vibration – Chapter I [2009 Dub Vibrations net label]

December 9, 2009

Projecto nascido da entreajuda e esforço da comunidade Revolutionary Dub Ghaterers; este novo lançamento CC License, apresenta-nos uma autêntica Outernational Dub Experience; com 20 temas strictly dubwise, de grandes nomes do underground!

Com o objectivo de reunir em comunidade universal todos os artistas e fãs do Roots & Dub consciente, o colectivo Revolutionary Dub Ghaterers desenvolve e promove, há vários anos, eventos em diversos países, apresentando os melhores veteranos e novatos da cena Dub underground!
Sob o lema All Killas, no Fillas, surge a nova net label Dub Vibrations, que anuncia o lançamento de uma série de compilações com temas inéditos de vários artistas desta crescente comunidade! O Ponto comum, música original, enraizada na melhor tradição cultural e musical da música Dub Jamaicana!

Para primeiro lançamento, já está disponível para download, Revolutionary Dub Vibrations – Chapter One!

Para quem acompanha este universo particular da música Dub, são muitos os nomes incluídos nesta compilação imediatamente reconhecíveis, desde o criativo stepper style de The Originator, Don Fe, Mystical Warrior ou El Bib, passando pelos Rootical Dubwises de Hotdrop, Yah Bass, Jahno ou Natty I, até sonoridades mais modernas e universais de Bandulu Dub, Babylon Burning, Jah Billah, Jiang Liang ou Doc Remix; esta colecção surpreende qualquer fã da música dub, pela variedade de estilos, qualidade de produção e tributo prestado ás origens deste místico estilo musical!

Um excelente modo de conhecer toda esta nova geração de artistas, que estão na vanguarda e preparação de uma mudança de mentalidades e perspectivas face à música para soundsystems e dancefloors de todo o mundo!
Descarreguem gratuitamente, e descubram uma das mais consistentes e originais compilações strictly Dubwise que ouvimos este ano!

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DUB VIBRATIONS Community
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ZonaReGGae Reviews…WebCam Hi-Fi -Livity is My Temple [2009 Tube Dub Sound Records]

December 5, 2009

OUTERNATINAL VERSION!!! @ MSPACE BLOG [SOON COME!]

Directamente das colinas no Sul de França, do Huge Studio, chega-nos neste final de 2009, o álbum de estreia do projecto/colectivo francês WebCam Hi-Fi, Livity is My Temple!

Formado em 1999 pelo músico/produtor Frédéric Luneau a.k.a. Fredread, WebCam Hi-Fi é um projecto na melhor tradição britânica dos soundsystems, complementando os lançamentos de estúdio com originais live acts, onde ao sound operator se juntam músicos e vocalistas!

Desde muito novo influenciado pelo trabalho dubwise de artistas como Aswad, Black Uhuru, Jah Shaka ou Twinkle Brothers, e fã de bandas míticas como The Clash ou Bad Brains!, Fredread sempre foi um activista da cena underground e da ideologia ‘Do It Yourself’.

Foi com naturalidade que este background o levou ao encontro da cena reggae/dub, criando a seu própria label, Tube Dub Sound Records, e estúdio de gravação, numa casa de madeira no topo de uma colina no Sul de França!

[WebCam Hi-Fi - Dub from the Hill!]

A Fredread juntam-se muitos outros activistas da cena Dub francesa, para dar forma á musica dos WebCam Hi-Fi: Xavier (bateria), Juan (Baixo), Fabio (trombone), Ras Martin (sax), Tooney Roots (Melodica, e frontman de outro conhecido projecto francês I-Plant) ou Sirhill (produtor/promotor na conhecida Control Tower Records).

Com lançamentos regulares desde 2004 em formato maxi 10 polegadas, os WebCam Hi-Fi já colaboraram nas suas produções com grandes nomes do reggae jamaicano como Earl Sixteen, Carlton Livingston, Tony Tuff, Ranking Joe; e do UK Roots como Kenny Knots, Madu, Tena Stelin, Humble I ou Jah Marnyah, entre muitos outros; sempre em produções inspiradas pelas origens do roots reggae, com toda a tradição do Heavy Dub bem presente!

Depois de inúmeras colaborações, e diversas tours europeia em formato soundsystem e live act, WebCam Hi-Fi apresenta agora o álbum de estreia, Livity is My Temple, com uma nova série de riddims de roots e heavy Dub pela mão de Fredread e da label Tube Dub Sound Records!

Com 8 novas composições, apresentadas ao longo de 15 temas, com uma serie de vozes convidadas, Livity is My Temple recupera também algo da tradição dos showcases, com muita versão dubwise a acompanhar os vocais, todos eles no seu estilo particular, a serem um dos grandes destaque deste álbum!

A veterania jamaicana é uma presença incontornável em Livity is My Temple, com 3 nomes do underground jamaicano: na malha de abertura Horace Martin, na única inspiração lovers rock presente, Treating mi so; Tony Roots na uplifting Happiness e nada mais nada menos que o original foundation raggamuffin Deejay, Joseph Cotton, numa potente Heavy Roots WebCam Hi-Fi production, Osmobill.

Da Costa do Marfim, surge um dos newcomers apresentados no álbum, Senykan, na malha Come On, seguido pelo inconfundível estilo do espanhol Roberto Sanchéz em Run From Dem.

Estreantes também com os WebCam Hi-Fi são as bonitas vozes da francesa Bethsabée em Same Felling, e da croata Vanya, no tema Friendship, o nosso destaque para riddim do álbum, ainda com a sempre fascinante participação de Madu Messenger na versão Grace of Jah e Grace of Dub!

Dan I, voz do conhecido projecto italiano Imperial Sound Army, o alemão Ras Seven (ambos num dos mais potentes steppers do álbum) e o britânico Zion I, presença habitual nas produções dos WebCam Hi-Fi, completam os convidados da versão CD de Livity is My Temple, que em breve apresentará mais versões na tradicional edição vinil!

A sonoridade Dub acompanha-nos ao longo de todo este novo lançamento, e como é habitual no som dos WebCam Hi-Fi as linhas de baixo pesadas estão em evidência. No entanto, em Livity is My Temple é de destacar o nível da produção levada a cabo por Fredread e Tooney Roots (masterização), e acima de tudo os excelentes arranjos de sopros que surgem em quase todos os riddims, num acompanhamento fenomenal quer às vozes quer à secção rítmica nos dub’s!

Diversas vezes comparado a colectivos da mesma linha como Twilight Circus, Nucleus Roots, Dry & Heavy ou Dubkasm; este novo trabalho dos WebCam Hi-Fi coloca o projecto certamente entre as referencias do Dub Europeu, com a particularidade de tal como todos os referidos, agradar aos amantes do roots reggae, uma essência musical que Fredread fará sempre questão de prestar tributo no seu trabalho!

Música moderna com cultura, tradição e originalidade em mais verdadeiro lançamento de Outernational Dub & Reggae Music!

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ZonaReGGae Reviews…Kiddus I-Green Fa Life [2009 Grass Yard Productions/Makafresh]

November 25, 2009

OUTERNATINAL VERSION!!! @ MSPACE BLOG [SOON COME!]

Se há algo que define uma figura de culto no mundo da música, é a capacidade de estas raramente comprometerem os seus princípios, crenças e originalidade. Noutras palavras, a figura de culto nunca se vende à indústria musical de massas, e por muito pequeno que seja o grupo de seguidores do seu trabalho, consegue destes um respeito incondicional, que a maioria das estrelas fabricadas, não imagina sequer existir!

Envolto na sua enigmática e profunda interpretação em estúdio do tema Graduation in Zion, incluída no filme jamaicano de 1978 ‘Rockers’, Kiddus I é uma das mais carismáticas figuras de culto da música jamaicana.

Nascido Frank Downing em 1954, Kiddus I adoptou o seu nome da expressão Amarica, que significa ‘O Abençoado’, algo que fica bem claro ao ouvirmos a sua inimitável voz, e atentarmos à sua lírica inteligente.

Membro do grupo Ras Michael & The Sons of Negus durante toda a década de 70, Kiddus I sempre escolheu manter-se afastado do estrelato e do asfixiante mundo dos produtores e promotores.
Nos anos 70 gravou alguns dos mais raros singles na actualidade, juntamente com Aston Barret, e para além do seu mais conhecido tema ‘Graduation in Zion’, teve uma breve parceria com Lee Perry, gravando no Black Ark, singles como ‘Security in the Streets’, tema gravado em reconhecimento ao Tratado de Paz em ’78 entre os líderes dos gangs políticos rivais.

Membro activo do Peace Movement, Kiddus I foi desde sempre um defensor dos direitos do povo, e as suas letras constantemente revelaram uma faceta de luta pela liberdade e emancipação.
Claramente à frente do seu tempo, ficou claro que a sociedade não estava preparada para os seus agressivos e complexos comentários políticos e sociais, e depois de uma série de singles pela sua Shepherd label, Kiddus I manteve-se afastado da indústria musical durante várias décadas.

Quase 40 anos depois, e como que pronto para trazer finalmente a todo o mundo a sua mensagem, infelizmente, mais actual do que nunca…Kiddus I resurgiu no ano de 2005, com o seu 1º álbum, na familiar e intimista série acústica Inna de yard.

[Kiddus I & Earl 'Chinna' Smith-Where are You Going]

Uma das muitas extraordinárias colaborações do produtor/guitarrista Earl ‘Chinna’ Smith, com grandes lendas do roots reggae, Inna de Yard, levou Kiddus I até palcos na Europa e Estados Unidos, apresentando-o pela primeira vez ao vivo a muitos daqueles o reconheceram ao longo das décadas como figura de culto do roots jamaicano!
Desde então Kiddus I tem regularmente dado o seu contributo para o revivalismo dos princípios e música reggae original, disponibilizando em 2007 pela label japonese Dub Store, uma extraordinária antologia das duas produções entre 1978-80, intitulada ‘Rockers – Graduation in Zion’.


Também em colaboração com Chinna Smith, muitos veteranos e newcomers da cena reggae, juntou-se á Grass Yard Productions, onde sempre no ambiente familiar da casa de Chinna Smith, cria-se música inspirada nas origens, e também outros projectos como o documentário:

[‘GYP AllStars starring the Inna de Yard Project’ trailer!]

Entre os anos de 2006 e 2008, junto de músicos como Leroy ‘Hoursemouth’ Wallace, Robbie Lyn,’Eggie’ Evans ou ‘Chinna’ Smith, foi lá que se criou também o 1º álbum de estúdio de Kiddus I, Green Fa Life!

Lançado neste ano de 2009 pela Grass Yard Productions e Makafresh, Green Fa Life é acima de tudo uma demonstração da habitual lírica política, forte e incisiva de Kiddus I. A sua poderosa e cativante voz, ao longo dos 13 temas do novo álbum descortina também as suas (e dos seus companheiros de gravação) influências, misturando reggae moderno com Soul, Rock n Roll, jazz, country folk ou Blues!

È impressionante notar que a voz de Kiddus I mantêm-se ta e qual como o ouvimos no filme ‘Rockers’, e em conjunto com as suas letras, esses são os pontos centrais de um álbum que pelo seu sentimento universal, ultrapassa as barreiras impostas por definições de géneros musicais!

A title track Green Fa Life, foi como que escolhida para chamar a atenção para a actual problemática ambiental.
As mensagens para os líderes mundiais e os apelos para a consciência do papel de cada um neste mundo, não param ao longo de temas como: Chattin, War, Money ou Tune In.

Como que demonstrando uma suplementar capacidade de fazer passar a sua força interior através do seu timbre vocal único, Kiddus I transmite esperança e força de vontade através das malhas: Differente Strokes, The Line, Love of the Father ou o nosso tema de eleição em Green Fa Life, When We Get Togheter!

Destaque musical também para Rock Rock Rock, onde o blues e o boggie norte-americano, com um felling bem jazzy, fecham numa disposição bem positiva e alegre este grande álbum de Kiddus I!

Um excelente trabalho deste ‘mito’, da era do rockers, finalmente no caminho certo para ser finalmente reconhecido como o grande artista que sempre foi!
Para os puristas do roots reggae, a não perder também as próximas novidades de Kiddus I, para breve o lançamento de Rocking Rebel vol.1/2, colectânea de raridades da era dourada do roots, onde vão poder ouvir entre muitas músicas nunca lançadas, a title track Rocking Rebel, originalmente escrita para figurar no filme ‘Rockers’!

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KIDDUS I

GRASS YARD PRODS

MAKASOUND

INNA DE YARD

ZonaReGGae Reviews…Dubkasm -Transform I [2009 Sufferah's Choice Recordings]

November 25, 2009

OUTERNATINAL VERSION!!! @ MSPACE BLOG [SOON COME!]

Um dos mais surpreendentes lançamentos de estreia deste ano, Transform I, primeiro LP dos Dubkasm, inova pela originalidade da mistura de UK Dub com sonoridades tradicionais do Brasil!

Formados em 1994, pelo músico/produtor brasileiro Digistep e pelo coordenador/promotor do projecto DJ Stryda, os Dubkasm nasceram envolvidos pelos primórdios do Digital Dub britânico.
Ao lançamento de estreia, Chemical Reaction Dub, seguiu-se uma serie de edições em formato single, 10 e 12 polegadas, que firmaram a presença dos Dubkasm na cena underground britânica, com rotações assíduas em sounds de renome como Jah Shaka, Aba Shanti-I ou Iration Steppas!

As produções independentes lançadas pela própria label, Sufferah’s Choice Recordings, sempre apresentaram um cunho revivalista, onde os rockers dos 70Ts jamaicanos e as pesadas basslines do steppers moderno se fundem, através do excelente trabalho de sound engineering de Digistep.
Actualmente a viver na cidade de Trancoso no Brasil, Digistep trouxe para este ano de 2009, uma nova e original textura ao som dos Dubkasm, criando uma autêntica, Brasil meets Bristol combination para o LP de estreia do colectivo: Transform I.

Lançado no passado mês de Abril, Transform I apresenta uma original mistura de Roots, Digital Steppers e Dub instrumental com batidas nyahbingi, Samba e muitos outros ritmos brasileiros!

Desde a intro nyahbingi style, que se percebe a presença das raízes jamaicanas e brasileiras, envoltas num clima espiritual de Transformação….O single de apresentação, lançado no inicio do ano, From the Foundation, abre o álbum. Um extraordinário roots tune, onde o transe do birimbau, acompanha a extraordinária voz de Dub Judah, uma das muitas presenças de destaque em Tranform I!

Para os amantes do Roots reggae, clássicos UK Roots tunes como More Jah Songs, com o veterano Tena Stelin; There´s a Love pela voz de Christine Miller ou os épicos, Touch I Heart e Respek I-Spek com Afrikan Simba e o veterano do Studio One, Levi Roots; todos são excelentes temas, com destaque para estes 2 últimos, alinhados em discomix style, no poderoso Rockers style do Heart Salute riddim, lançado em 2008 em formato 12’’.

Bem inédito é o tema Moses, onde instrumentos tradicionais do Brasil como a zazumba, cuica e o cavaquinho, criam em conjunto com o safoxone de Digistep, um original ambiente nyahbingi, para os cânticos rastafari de Ras B.
A língua portuguesa surge pelas vozes combinadas de Ras Bernardo e Jeru Banto, na title track Transformai, tema rockers dubwise perfeito para o flow destes 2 conhecidos MCs brasileiros.

Outra voz em destaque é Ras Addis, colaborador de longa data dos Dubkasm, que introduz os clássicos UK Dub presentes no álbum, Strictly Ital, City Walls e Hail Jah. Três das produções mais heavyweight bassline, só mesmo superadas pelas sonoridades mais sombrias de Zulu Dawn e Babylon Ambush, inspirações claras na tradição de Iration Steppas!

Destaque também para pérolas instrumentais como Sangue Brasileiro, Nyah Keith (onde Digistep demonstra a sua mestria no safoxone) e Foundational Dub, versão dubwise da malha de abertura, que encerra em grande este lançamento de estreia dos Dubkasm!

Gravado no Dubkasm studio no Brazil, e completado em estúdios longínquos em Londres, Bristol, Nothingam ou até na Noruega, Transform I, proporciona uma transformação espiritual e sonora para as mentes mais abertas e receptivas, a novas sonoridades de fusão no mundo da música roots reggae moderna!
Não só uma excelente combinação musical, Transform I demonstra igualmente o grande trabalho de parceria entre Digistep e DJ Stryda, este último autor do altamente recomendado, programa radiofónico Sufferah’s Choice, há mais de 10 anos na Passion Radio Bristol!!!!

[TRANSFORM I trailer!]

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DUBKASM

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DJ Stryda

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Digistep

ZonaReGGae Reviews…Solo Banton-Walk Like Rasta [2009 Reality Shock Records]

November 24, 2009

OUTERNATINAL VERSION!!! @ MSPACE BLOG [ENTRIE: 26 NOV '09]

Cortesia de Kris Kemist e da Reality Shock Records, temos o prazer de avançar em 1ª mão, um dos álbuns mais aguardados do UK Reggae neste ano, a estreia de Solo BantonWalk Like Rasta!

Um verdadeiro veterano dos soundsystems britânicos, dos tempos em que o Reino Unido era a referência quando se falava de dance hall e bashment, Solo Banton está há inúmeros anos envolvido na produção, e sempre se destacou no underground dos soundsystems pelo seu estilo MC/Deejay inspirado nas origens.

Talvez por fazer parte desta vertente muito particular do reggae britânico, Solo Banton nunca pensou muito seriamente em gravar os teus temas, algo que surgiu muito recentemente, depois de impulsionado pelo frontman da Reality Shock Records, Kris Kemist.
Depois de alguns trabalhos com crews como Jahtari, Mungos Hi Fi,Zion Gate Hi-Fi ou Urban Sedated Records, o tema Roots Rock Reggae na compilação Reality Shock Vol.1 (2008), levantou um pouco o véu do potencial desta combinação com Kris Kemist.

Sempre ligado aos palcos com actuações por toda a Europa, em soundsystems, e mais recentemente com a banda de estúdio da Reality Shock, Upper Cut Band, Solo Banton aceitou o desafio de gravar também o seu álbum de estreia. A ser lançado no final deste ano 2009, Walk Like Rasta, expõe finalmente, o invulgar talento deste artista, em puro Heavy UK Roots & Dub style!

Num estilo único, Solo Banton, consegue combinar o oldschool do deejay style, com o rub-a-dub e toasting britânico num fluente e original flow que faz inveja a muitos ‘estrelas’ do hip-hop!
Cómico, directo, controverso (para alguns), Solo Banton apresenta nas líricas a sua visão do mundo, nos mais variados aspectos, sem rodeios ou clichés, sempre com uma superior inteligência, fazendo justiça ao seu nome! Na melhor tradição dos verdadeiros deejays, um original contador de histórias!

Politicamente forte em temas como No Way, Revolution Time ou Economic Crisis, directo e instrutivo nas extraordinárias odes á erva sagrava, Herb Story e Chalice Haffi Blaze, sem nunca esquecer a terra mãe em Want to Go Home, ou a música que o faz viver em Old Time Something e Roots Rock Reggae, Solo Banton tem muito de interessante para dizer, e segue a mais marcante linha do UK reggae, onde a mensagem sempre foi o mais importante!

Veteranos do UK, como Aqua Livi e Mikey Murka, são duas presenças de destaque em Walk Like Rasta, nos temas Kingdom Rise e Love & Understanding respectivamente.
A title track Walk Like Rasta, também o single de apresentação em 7´´ pela Urban Sedated Records, é já um dos sons mais marcantes do ano, onde Solo Banton, numa espécie de hip-hop roots beat, fala directamente para todos os que confundem as mentes e opiniões dos jovens, misturando o Amor e a Violência nas suas músicas e atitudes, personificando-os no hilariante Gangsta Ras!

Solo Banton‘Walk Like Rasta’

Num álbum com 14 temas originais e 5 dub versions, podemos ainda encontrar a mestria de produção de nomes como Mafia & Fluxy, Bush Chemist, Disciples, Zion Gate Music e claro Kris Kemist. De resto, o alto nível de produção em Walk Like Rasta é outro ponto de destaque incontornável, com as várias épocas da música reggae representadas!

Ao longo de grandes sons de puro Roots Reggae, algumas pérolas de Dub e Steppers digital, e muito UK Roots, Kris Kemist demonstra a sua capacidade de criar música moderna inspirada pelas muitas influências que o reggae ofereceu ao longo das décadas, sempre com a desejável heavy bassline em destaque!

Depois da surpresa de 2008 com a compilação Reality Shock Vol.1, para nós o lançamento desse ano a sair de terras britânicas, a Reality Shock crew volta a surpreender, desta vez ao apresentar aquele que é sem dúvida, o melhor Deejay britânico da actualidade, Solo Banton, que humildemente e de verdade, anda e fala como um Rasta! Imperdível!

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SOLO BANTON

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REALITY SHOCK RECORDS
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REGGAE GOT TALENT COMPETITION

ZonaReGGae Reviews…Ras Zacharri-HerbsMan [2009 Shem Ha Bored Records]

November 24, 2009

OUTERNATINAL VERSION!!! @ MSPACE BLOG [ENTRIE: 26 NOV '09]

Com o mercado musical sempre inundado de novos riddims, singles e muita música, por vezes demasiado direccionada para circuitos de venda crossover, a Jamaica continua, no entanto, a deixar a sua marca num aspecto da música reggae moderna: a constante emergência de talentosas vozes culturais e conscientes.

Numa tradição revivalista, que teve o seu início com nomes como Garnet Silk e Luciano, são inúmeros os chanters e singjays jamaicanos que se esforçam por manter a veia cultural das origens da música reggae, e nos últimos anos um nome em particular tem calmamente, conseguido afirmar-se como uma das referências neste novo século, Ras Zacharri!

Nascido em 1979, Bogle Brown lançou-se no mundo da música inspirado por um dos seus mentores, Buju Banton (que lhe deu o nome Ras Zacharri), e pela sua fé nos ensinamentos rastafari, que o levaram ao encontro da 12 Tribes of Israel.
Entre o single de estreia em 2000 ‘Irish Moss’, e o tema que o tornou conhecido em 2007, ‘River Jordan’ com Luciano, Ras Zacharri foi se afirmando na sua terra natal como uma das vozes mais culturais dos últimos tempos, sem nunca entrar no vicioso circuito comercial, como que se preparando para o que os últimos tempos lhe tem proporcionado.
As diversas colaborações dos últimos anos com a Roots Garden Records, One People Productions, Sugar Beat Records ou Shem Ha Bored Records, foram muito bem recebidas na Europa, tornando-o numa das rising stars internacionais do Roots Reggae Jamaicano…Estrela ou não, e títulos à parte, a verdade é que Herbsman, o álbum de estreia, coloca-o na linha da frente da nova geração de vocalistas inspirados pelos tempos do roots & culture!

Lançado no passado mês de Setembro, pela label Shem Ha Bored Records, Herbsman reflecte um modo de vida pacífico e positivo, do qual Ras Zacharri faz a sua principal mensagem para os jovens e para as nações.
Ao longo dos 11 temas originais do álbum, o estilo vocal de Ras Zacharri surpreende pela originalidade e sentimento que consegue transmitir, nas suas letras repletas de consciência e espiritualidade bem enraizadas na cultura rastafari.
A chamar a atenção desta estreia de Ras Zacharri, 3 grandes nomes jamaicanos aparecem nos habituais combination tunes Jamaicanos: Luciano no conhecido River Jordan; Gregory Issacs, no lovers rock approach deste álbum Knock Knock, e Natty King, naquele que foi o bem recebido single de estreia da Shem Ha Bored Records, Ruff Road.

Ras Zacharri´Herbsman’

Todo o talento lírico de Ras Zacharri destaca-se ao longo do álbum com temas fortes como Herbsman, Jah Reign, We Survive, Gun Boom & Bullets ou Dem I Fight I, repletos de mensagens de alerta social e consciência universal, onde o seu singjay ruff & tuff style está em grande destaque, principalmente notável na versão bonus Binghi mix do tema Dem A Fight I.

Dois instrumentais para os singles Ruff Road e Hersbman fecham um álbum, musicalmente diverso, mas sempre enraizado nas origens do reggae jamaicano. Uma cultura que Ras Zacharri tem aprofundado e compreendido certamente ao longo da sua vida, não deixando de ser ainda assim surpreendente o facto de Herbsman, ser quase uma edição de autor, com a grande maioria dos temas a serem escritos e compostos pelo próprio Ras Zacharri!

Ao lançar o seu álbum de estreia por uma label relativamente nova e independente como a Shem Ha Bored Records, Ras Zacharri demonstra que acredita na música primordialmente como um veículo para passar a sua mensagem e contribuir positivamente para o mundo e para a cultura do reggae, e o resto virá ao seu encontro certamente pelas suas, bem aceites, prestações em palco!
Do melhor Word, Sound & Power dos tempos modernos jamaicanos que ouvimos nos últimos anos!

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RAS ZACHARRI

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SHEM HA BORED RECORDS

ZonaReGGae Reviews….Liquid Stranger-The Intergalactic Slapstick [2009 Interchill Records]

November 14, 2009

OUTERNATINAL VERSION!!! @ MSPACE BLOG [ENTRIE: 16 NOV.´09]

No activo desde 1995, a label canadiana Interchill Records foi uma das mais agradáveis descobertas neste ano, no mundo das electrónicas orgânicas para mentes abertas.
Depois de em Junho passado, se afirmarem no mundo do Dub com a colectânea One Dub; Outubro trouxe o 37º e mais recente lançamento da label, o 2º álbum do norte-americano Liquid StrangerThe Intergalactic Slapstick!

Originário do Arizona, Liquid Stranger é um prolífico produtor de electrónicas espaciais, minimalistas e experimentalistas, que desde o lançamento de estreia, The Invisible Conquest (2007, Interchill Records), deixou bem clara a sua originalidade sonora, espelhada por conceitos como Dubtronica e Drill’n'Bass!
Apesar do álbum de estreia sugerir uma viagem pelo downtempo, a fusão de géneros e a mistura de diferentes atmosferas e grooves, antecipavam a riqueza e diversidade de influências que a sua produção oferece, no novo álbum The Intergalactic Slapstick!

Com o baixo como instrumento central das suas produções, The Intergalactic Slapstick leva-nos numa alucinante viagem, repleta de sensações pesadas e pulsantes, que nunca se repetem de um tema para o outro. Se o seu familiar downtempo groove volta a marcar presença, desta vez encontra-se pelo caminho com o Heavy Dubstep e influências do Reggae, Dub e Steppers!

Desde a Intro Hiding in the Morning Mist, onde ecoam as palavras…

‘As the mist comes into the Valley…hope…is spread everywhere.
An outlet appears, a portal if you will, with a key to the organic lightsabers, is passed on…
And off course, everything that made sense, makes sense again…’

…apercebemo-nos que algo de diferente se vai passar nesta dubwise trip!
‘His Fully Automatic WheelBarrow’ e ‘Dance on the Petals Avoiding the Nettles’, abrem o set num estilo bem chill downtempo e Dub Reggae, preparando o ouvido para uma das mais fortes sequências de Heavy Basslines que ouvimos até agora!

A mistura Dubstep/Steppers de ‘Soundboy Killa’; o Reggae e o Dubstep a tempos, de ‘Full Metal Jacket’ e o potentíssimo ‘Dub Missile’ são algumas das mais originais produções nestes estilos em fusão que já se escutaram!
As palavras marcam presença de destaque neste álbum, e as conhecidas vozes internacionais de Warrior Queen, em ‘Mutants’, e do veterano Brother Culture, no aluciante dancehall styled ‘Tantrum’ e em ‘Rough Road’ demonstram a compatibilidade do Dubstep com o Reggae e o rub-a-dub style!
As atmosferas tribais são também uma das assinaturas de Liquid Stranger, aqui bem presentes no tema ‘Hexed and Perplexed‘ com a voz de Deeyah.

No final, ‘Lotus’ e ‘Dew Point’ acalmam as emoções e os pensamentos, de volta ao downtempo místico e espiritual para uma aterragem segura, não esquecendo antes, os conselhos em ‘Bodily Needs’Nutricious Food, Clean Water and Air, Regular Sleep, Bath, Exercise, Breakdance and Sex – Remember to take care of you Body!


Um surpreende e original álbum de Liquid Stranger onde, como que trazendo o seu live act para estúdio, explora o estilo onde a sua criatividade se afirma em definitivo – o Dubstep – demonstrando todo o potencial deste ascendente, género electrónico!
Sonoridades ‘líquidas’, que criam um imaginário futurista onde o presente estará sempre presente, e que Liquid Stranger nos apresenta sob a forma da melhor Bassline electronic music com conteúdo, que ouvimos neste ano de 2009!

A imagem, adaptada e licenciada do trabalho gráfico de Goro Fujita @ www.area-56.de, adapta-se na perfeição  este álbum de conceito, e o 1º videoclip de apresentação do álbum, pela equipa de efeitos visuais Electrobelle , alarga ainda mais os horizontes deste mundo musical alternativo!

Liquid Stranger´Mutants’ (featuring Warrior Queen)

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LIQUID STRANGER
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ZonaReGGae Reviews….Dubalizer-Sub Existência [2009 Fresh Poulp Records]

November 13, 2009

OUTERNATINAL VERSION!!! @ MSPACE BLOG [ENTRIE: 16 NOV.´09]

Depois de um ano recheado de grandes lançamentos gratuitos, para todos os amantes do Dub e música electrónica, a net label Fresh Poulp Records apresenta a estreia de Dubalizer, no último lançamento de 2009, Sub Existência!


Wagner Bagão é presença de renome na cena reggae brasileira já há mais de uma década. Depois do trabalho junto da banda brasileira Skamoondongos, da qual foi fundador, tem se destacado pelos seus trabalhos de produção para lançamentos de grupos como Leões de Israel, Ponto de Equilíbrio ou Tribo de Jah!
A sua experiência como técnico de som e produtor levou-o ao longo dos anos, a ter o privilégio de viajar em tour internacional como engenheiro de som de nomes lendários do reggae como Don Carlos, Fully Fullwood Band ou os Midnite!


Como qualquer fã do reggae jamaicano, Wagner Bagão nutre um especial afecto pela Dub music, é acerca de 5 anos que sob o nome Dubalizer tem surpreendido o underground brasileiro com o seu original live act, misturando as suas produções de Dub e música electrónica.
Um trabalho que ganhou atenção internacional pela sua participação, com o tema Soldiers of Dub, na 1º colectânea strictly Dubwise da Fresh Poulp Records Dub Tentacles Vol.1 – Ponto de partida para o lançamento do passado dia 2 de Novembro, Sub Existência, que coloca bem alta a fasquia da Produção Dub/Electro made in Brazil!

Gravado entre vários estúdios de São Paulo (Brazil) – Audiofya Studio,Fuego Studio, Mighty Sounds Studio e Tonelada StudioSub Existência apresenta 12 temas originais, que revelam uma criativa mistura de Roots Reggae, Dub e música electrónica com o toque bem brasileiro de Dubalizer!

Para os amantes do Electro Dub e Steppers, podemos ouvir 3 das malhas mais fortes de Sub Existência, o single de estreia Abra Sua Mente (Open your Mind) com os vocais de Nell, Soldiers of Dub (com Nell e Mc Bing Man) e a extraordinário Salvia Divinorium, tema steppers dos tempos modernos melodicamente complementado pelo trompete do convidado Gutierrez.

As sonoridades modernas mais ‘líquidas’ do Dubstep, são também presença a destacar em Cosmunidade, Dub is electronic Music e Ogum onde a tradição tribal do Brazil se funde com os sons do Dub futurista!

A habitual mensagem directa de crítica social do rap brasileiro, está superiormente representada, onde o conceito de Sub Existência ganha uma dimensão de vida, nas rimas de Dom Lampa nos temas Míseros Talentos, O Tapa e Dom Coragem. Três dos temas mais Dub Roots do álbum, que apresentam este grande MC/Poeta do colectivo Julgados Culpados, que vai certamente dar muito que falar nos próximos tempos!
O role de convidados completa-se com o ragga style de Arcanjo Ras, no tema Pare, uma pouca habitual mistura de Dancehall electrónico.

Num estilo bem roots, com o remix de Tsunami Wazahari para Abra Sua Mente, e num original breaks & steps para o Stereo Dubs remix de Míseros Talentos, fecha-se o alinhamento daquele que é já um dos mais bem recebidos lançamentos do ano pela Fresh Poulp Records!


Num álbum diverso, Dubalizer consegue expor toda a sua criatividade e influência: a espaços recordando os, infelizmente esquecidos, anos 90 do Dub Dance; prestando tributo às origens jamaicanas do Dub e suas repercussões na Europa, e sem nunca esquecer as suas próprias origens brasileiras!
Dubalizer traz-nos o melhor underground da cultura Sub-Graves, sem esquecer o alerta social, falando por todos os que sobrevivem esquecidos em preocupante sub existência.

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DUBALIZER
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FRESH-POULP RECORDS

ZonaReGGae Reviews….Matic Horns-Increase The Peace [2009, Coptic Lion]

November 9, 2009

OUTERNATINAL VERSION!!! @ MSPACE BLOG [ENTRIE: 10 Nov. 09]

Eis que chega, para todos os amantes de roots reggae instrumental, o álbum do ano!
O segundo lançamento do londrino Henry ‘Buttons’ Tenyue a.k.a. Matic Horns, Increase The Peace, coloca o conhecido trombonista ao nível de grandes lendas da música jamaicana como Don Drummond, Rico Rodriguez ou Vin Gordon que tornaram famoso o instrumento, como ‘voz’ principal de grandes clássicos do ska, rocksteady e roots reggae.

Apesar de só recentemente começar a ser reconhecido como um dos génios musicais no estilo, através do seu lançamento de estreia, ‘400 years – Sip a Cup Showcase vol.3’ pela mão de Gussie P, Matic Horns tem uma presença invejável ao longo dos últimos 30 anos no universo do reggae britânico.
Depois de  nos anos 70 ter feito parte de bandas como os Matumbi e tocado regularmente em sessões de estúdio para grandes nomes da produção como Mafia & Fluxy, Ruff Cut, Gussie P ou Stingray; foram os anos 80 que o apresentaram ao mundo, quando em conjunto com o irmão Patrick Tenyue se juntou aos UB40 criando a secção de metais do grupo Matic Horns!

O seu talento e mestria no trombone tornaram-no num dos músicos mais procurados, tanto ao vivo como em estúdio. Nomes do reggae britânico como Aswad, Maxi Priest ou Soul II Soul; e jamaicanos como Gregory Issacs, John Holt, Freddie McGregor, Dennis Brown, Mikey Dread, Earl 16, Horace Andy, são apenas alguns de uma extensa lista de colaborações ao longo das últimas décadas!

Reservado para este ano de 2009 estava o trabalho que simultaneamente, o coloca em definitivo na linha da frente dos melhores músicos de reggae na actualidade; e demonstra o exímio entendimento que ‘Buttons’ tem de como tocar música reggae!
Lançado no passado mês de Setembro pela label Coptic Lion, os 16 temas de Increase The Peace, parecem saídos directamente de um estúdio jamaicano dos anos 70, e em parte até o são, dado grande parte dos malhas instrumentais aqui apresentados serem as riddim versions originais tocadas por músicos como Sly & Robbie, Roots Radics ou Soul Syndicate e produzidas por Bunny Striker Lee, Mike Brooks ou Keith Hudson.
O próprio Mike Brooks, veterano produtor e vocalista jamaicano, participa como produtor deste Increase the Peace, proporcionando o toque único de colocar as melodias e ‘improvisos’ do trombone de Matic Horns, ao nível sonoro dos grandes sons com que nos podemos deliciar ao longo do álbum!
Clássicos da história jamaicana como: Know Your Right (Declaration of Rights); Realisation (Old Fashioned Way); Changes (Queen of the Minstrels), Hilltop (Big Big Pollution) ou Rasta Chant (I Need a Roof), são imediatamente reconhecíveis, e até o conhecedor das inúmeras versões existentes em qualquer destes riddims, vai ficar abismado com a originalidade e naturalidade com que Matic Horns reinterpreta os temas!
Sonoridade em puro revivalismo é possível ouvir no tema Culture Rock, o único actual, em conjunto com os companheiros de longa data Mafia & Fluxy e Gussie P.

Destaque para temas como Roots Message, King ou Thinking Reggae, onde se percebe a capacidade única de Matic Horns em transmitir o seu sentimento através do trombone, algo que neste instrumento só está mesmo ao nível dos mais iluminados músicos, seja em que estilo for!

Um clássico imperdível da música reggae tocado nos tempos modernos, Increase The Peace apresenta-nos todo o espírito do roots jamaicano reencarnado na pessoa e no trombone de Matic Horns!
Blow Mr. Horsman Blow!!!

+INFOS @
MATIC HORNS

ZonaReGGae Reviews….Barry Brown–Let´s Go to the Blues [2009 Kingston Sounds]

November 9, 2009

OUTERNATINAL VERSION!!! @ MSPACE BLOG [ENTRIE: 10 Nov. 09]

Continuam em alta os lançamentos em jeito de tributo, às grandes vozes que marcaram a década de 70 na música jamaicana!

Depois de em 2003 a label britânica Jamaican Recordings ter recuperado grandes versões dubwise de Barry Brown com a compilação Steppin Up Dub Wise, surge agora pela label irmã, Kingston Sounds, mais uma excelente colectânea em formato best of, de um dos grandes vocalistas do roots reggae, apelidado do Bob Dylan Jamaicano!

Originário de Kingston, Jamaica, Barry Brown é uma das vozes de referência no roots reggae militante e consciente.
Depois de muitos anos passados a observar o mundo da música junto dos estúdios de Randy e King Tubby, á espera de uma oportunidade, esta surgiu no final da década de 70 com o single de estreia ‘Girl You´re Always on my Mind’ para o inevitável Bunny Striker Lee.
O seu estilo vocal directo, amigável e real valeu-lhe a confiança de Bunny Lee, que expôs todo o seu potencial na gravação seguinte em ’79, Step it Up Youthman. Um clássico do roots reggae, que deu nome ao álbum de estreia no mesmo ano.
Á semelhança de muito sobreviventes no ghetto, como Johnny Clarke, Linval Thompson, Sammy Dread ou Sugar Minnot, Barry Brown sempre se esforçou por falar da realidade e cultura das zonas pobres e oprimidas, infligindo às suas líricas uma atmosfera única das ruas de Kingston.

Grandes álbuns de roots & culture como Cool Pon Your Corner, Superstar, Prince Jammy Presents Barry Brown ou Far East, tornaram Barry Brown numa das vozes clássicas dos conturbados períodos de revolta social do final dos anos 70, início dos 80; e à semelhança de Johnny Clarke ou Linval Thompson, num dos verdadeiros vocalistas dos primórdios do dancehall.
É neste período que se centra a nova compilação da Kingston Sounds, Let´s Go to the Blues!

Retirados directamente das master tapes, Let´s go to the Blues reúne clássicos da referencia que foi o álbum de estreia: Step it Up, Trying Youthman, Give Thanks and Praises, Natty Rootsman ou Love is the Answer.
Aos seus apelos pela paz e conselhos á juventude, juntam-se alguns dos seus mais fortes temas sociais como Big Big Pollution, Mr Money Man ou Politician.

Ao longo dos 16 temas escolhidos pela Kingston Sounds, é maravilhoso recordar a extraordinária voz de Barry Brown, que acima de tudo reflecte um sentimento verdadeiro, fruto de quem canta sobre aquilo que vivência e experiência.
Incluídos estão claro, grandes clássicos do early dancehall como Cool Pon the Corner, Lead us Jah ou provavelmente o seu maior hit, Far East.

Apesar da carreira relativamente curta, Barry Brown teve a oportunidade de trabalhar para grandes produtores como Linval Thompson, Sugar Minnot, Niney The Observer, Hoo Kim, Coxsone Dood, e quer fosse no estilo, roots, dancehall ou rockers manteve sempre um alto nível de roots & culture, que conseguiu atingir também nas suas próprias produções.

Nunca atingiu o estatuto de estrela, e como muitos outros foi mesmo sendo esquecido ao longo dos anos. Faleceu aos 42 anos de idade , no ano de 2004, vítima de uma queda, e desde então este novo trabalho da Kingston Sounds é sem dúvida alguma o melhor tributo prestado em CD e vinil a este roots struggler!
Um álbum para celebrar uma grande voz e um grande mensageiro, e que durante perto de uma hora convida a mais uma vez… Let´s Go to the Blues!

+INFOS @
BARRY BROWN
&
KINGSTON SOUNDS

ZonaReGGae reviews…GROUNDATION – Here I Am[2009-Groundation Music]

November 1, 2009

OUTERNATINAL VERSION!!! @ MSPACE BLOG [ENTRIE: 03 Nov. 09]

Mais do que um grupo de Roots Reggae moderno, os Groundation são hoje uma referência por todo o mundo, do que de mais criativo se faz dentro do estilo.
Depois de 10 anos de constante inovação e evolução, os Groundation lançaram, passado mês de Junho, o 6º registo de originais, Here I Am, uma autêntica ode á presença e importância da Humanidade como um todo, neste início de século conturbado.

Em lugar de repetir a formula (ou uma das muitas!) que o grupo criou em qualquer outro dos álbuns, Here I Am volta a inovar e demonstra uma nova fase da vida dos Groundation, desta feita criando um verdadeiro som colectivo, onde, á semelhança dos extraordinários espectáculos ao vivo, cada elemento têm naturalmente o seu espaço, para dar o seu melhor e único contributo!

O trio central do grupo, Harrisson Stafford, Ryan Newman e Marcus Urani, fazem agora acompanhar-se por novos elementos: David Chachere (trompete), Kelsey Howard (trombone), Dr.Jason Robinson (saxofone), Mingo Lewis Jr. (Congas) e Tekanawa ‘Rufus’ Haereiti na bateria, talvez o grande destaque nesta ‘nova’ formação, trazendo um singular jazzy Groove á secção rítmica do grupo.

As novidades não se ficam por aqui, com as vozes femininas Kim Pommel e Stephanie Wallace a saírem da posição única de backing vocals e darem a voz em temas como a title track Here I Am, So Blind ou Not So Simple.
Lendas do reggae jamaicano, como o percussionista Sticky Thompson, Pablo Moses e o trio original dos The Congos, são os convidados especiais em Here I Am, mais uma vez complementando a intrigante voz de Harrison Stafford, que chega mesmo a surgir apenas como back vocals no tema Time Come, onde os The Congos confirmam o porque de serem, provavelmente, o melhor trio vocal jamaicano de todos os tempos!

Musicalmente, a construção rítmica em Here I Am é soberba, mantendo a base clássica do Roots Reggae que sempre apaixonou o grupo; não deixando de ser óbvio um retorno às origens do jazz, bem marcada pela presença do primeiro tema instrumental de sempre dos Groundation em álbum, Walk Upright, ou a jam em formato improviso de Not So Simple!

Sendo obviamente um disco para o fanático dos Groundation (como qualquer outro do grupo será certamente), Here I Am, não se apresenta no entanto como um disco para puristas, deixando no ar uma tentativa de quebrar barreiras musicais, e tanto abrir os horizontes dos puristas como introduzir a música jamaicana a todos os outros!

(Groundation ao vivo (You Can Profit) no programa – Radio Arbyla – da televisão grega!)

Musicalmente único pela elaboração dos temas, Here I Am e os Groundation, destacam-se mais uma vez pela originalidade lírica. Sem cair em clichés, e ainda assim directo ao assunto, as letras de Harrison Stafford, são aqui simultaneamente apontadas ao sistema, que parece querer espremer todo e qualquer momento final da sua soberania; e a cada um de nós, apelando para a esperança, e urgência da União e Comunidade verdadeira entre todos nós…Run the Plan, By All Means, Blues Away ou You Can Profit, são algumas das mais inteligentes, verdadeiras e emotivas letras de sempre dos Groundation! A fechar, a complexidade do simples bem presente em Golan to Galilee, num cryout único para a união, onde todas as vozes do álbum se juntam para cantar:
‘From Golan to Galilee/Onto Jerusalem
that´s what I want to see/ All Love and unity
stretching through creation/As far as the Eye can see

I Rasta, I Rasta, I Rasta, I Rasta’

Se para muitos, Here I Am, não será o melhor álbum de sempre dos Groundation, certo é que este é até á data, o melhor momento musical do grupo, transpirando originalidade e em muitos instantes, toda a força e criatividade que o grupo apresenta ao vivo!

Seguem-se as Tours de alerta por todo o mundo; e grandes novidades para o ano de 2010; primeiro com o anúncio do lançamento de mais um capítulo dubwise, da série Dub Wars!
E o lançamento de Holding On to Jah, um dos mais aguardados documentários da história da música jamaicana, produzido por Harrison Stafford!
Aqui fica um pequeno avanço do que esperar!

Mais INFOS@
GROUNDATION
&
GROUDATION MUSIC
&
HOLDING ON TO JAH

ZonaReGGae Reviews…”Renegade Rocker”[ING version]

June 15, 2008

DubmatixRenegade Rocker 2008 7Arts

Dub music is, and will go on being a top request for all lovers of foundation reggae music. It has been a style lucky enough to never go commercial, apparently maintaining the originality of the B-side that popularized this “double” tune, in the beginning of jamaican seventies. The A-side was aimed at the popular hit song; the B-side strive the experimentalist of the engineer and creativity of the deejay.
Throughout the evolution that time provided, it has also indeed, suffered many influences, adaptations and styles combinations, and even sometimes an instrumental is mistaken by a dub, in the true concept of studio sound processing that is allied to it…But in any case, one thing remains true, to the teachings provided from over 30 years ago by the likes of King Tubby, Lee Perry, Errol Thompson or Herman Chin, the riddim emphasis, the drum and bass rocking together, amongst the echoes, reverbs, percussions or fading vocal drops.
It has also taken different paths around the world. Just to name a few, and if in Jamaica it seems to have been forgotten, in Europe taken by storm by the leading UK style or in Asia brought to a singular level on Ambient styles, in north America, it has trailed in a refreshing revival path, in the latest times.

From Canada, Toronto, curiously enough, of the main migration spots for Jamaican musicians in the seventies, comes one the finest understandings of dub music in our days: Dubmatix. One man project, given name, Jesse King, introduced himself worldwide, with “Champion Soundclash”, a kind of, evoking all ages of dub music album…And since that, it has been a non-stop venture in both sides for Dubmatix: taking it to a future level, stepping still, on the foundations one!

Although he is a master in the decks engineering control, his musical background proves to be the driven force, behind is exquisite perceptive of reggae roots music.
While his start out on music, playing drums for a Toronto reggae band named One, surely provided the experience necessary to achieve the current reggae and dub performance, it were his family roots that provided the insight. The childhood years on the road and in studio, with his father and 5 decades career jazz musician, Bill King.
Better known for his works alongside Janis Joplin, Bill King was in the early seventies, playing keyboards with a local reggae group, alongside Everton “Pablo” Paul, one of the members that shared stages with Jackie Mitto or Wayne McGhie, playing in the mythic sixties early reggae band The Cougars!
Being involved in this atmosphere, what a bless must have been for Dubmatix, discovering dub music when Everton Paul lend him the life shaping, classic and essential: “King Tubby Meets Rockers Uptown”.
Good choice! For sure, mainly because it helped define the music that Dubmatix is producing our days…
Still with the partnership efforts and guidance from his musical experienced father, Jesse and Bill King formed in 2003 the 7Arts Entertainment. An independent recording enterprise, aimed at releasing their own music, and the music from other committed artists as they put it: “with something to say”.

With this important support backing his work, and after the release of the above mentioned, “Champion Soundclash”, Dubmatix took off to a more global level, often having the chance to tour is dejaying soundsystem skills, supporting renowned foundation names as Michael Rose, Alton Ellis, Sugar Minnot, Ranking Joe and many more!

Always collaborating with friendly crews in the project Dub Collective; touring in clubs and festivals around Canada, or working in remix projects from many points of the globe (like with “our” very own Portuguese dub crew Bandulu Dub on the track Bandulumatix), Dubmatix kept it focus on pushing dub music limits to a new level each and every time more appreciated abroad.

Dubmatix supporting fan force has been growing worldwide, mainly since the acclaimed 2006 release “Atomic Subsonic”. Though Jamaican guest appearances Freddie McGregor and Anthony B, played a important role in that, “Atomic Subsonic” was the perfect follow up to 2004 “Champion Soundclash”, showing that electronic and digital dub, can coherently complete and be influenced by roots music, resulting in a more true approach to what new modern reggae concept, should stand for.
By the time the vibes reached Europe, trough Silenc!o Records in France, it was a total blast in the dub universe! What proved to be enough for a full 3 months successful tour, in the middle of 2007.

Proven it is that, Dubmatix knows very respectfully to appreciate the fans support and love for his music. Over at Dubmatix.com, we are presented with a more than satisfying selection of free mp3 downloads, from many of past and present productions from this Canadian Dubmeister. Many of those, where also included on the 3rd release “Dread & Gold – Dub from the Smoke Factory”, a strictly digital release containing tunes recorded between 2003 and 2008, where we can find Dubmatix first ever dub release “Ain´t Got no Love” and “Killing Dub”, one of his latest great rootical productions, that served as a sound preview, for what we would be treated in the new “Renegade Rockers”!

Released in last May (2008), “Renegade Rocker” is already taking the world by storm. Not so often we can listen to a reggae album, crossing 4 decades of this music style, in such a pleasant way!
The concepts of reggae and dub music throughout its ages, are all over “Renegade Rocker”, with the updated electro dub sounds meeting with extraordinary rockers, roots, and early dancehall bass driven tracks, completed with original, vintage sounds influenced, horns. Even it´s no surprise that Dubmatix can create the perfect musical Revival Roots atmosphere, “Renegade Rockers” as to stand out, because of the astonishing All Stars line up of Jamaican guest vocals. Alton Ellis, Linval Thompson, Michael Rose, Ranking Joe, Willi Williams, Sugar Minott, Pincher, Wayne Smith…The Who is who in the reggae vocal history is fully represented here, and better yet, in top form and style!

              

Rockers golden voice and top hit producer Linval Thompson, opens the set with a beautiful appeal for “Peace & Love”, followed by the always in demand, top Ranking Joe fast paced deejay style in the track “Tornado”. Near to his fifties, the Studio One oldscholl legend, as used us to top live performances, and plenty of featuring tracks all over the world. In “Renegade Rocker” he present us with a second appearance, one of the best livication to Jah, Ranking Joe efforts of all times, the superb bang-bang-dilly-dilly style “Give Thanks & Praises”.

        

All the veterans made a praising effort to bring a true conscious vibe and message to “Renegade Rockers”, and as we listen to: Willi Williams demands for a righteous world in “Re-Action”, Sugar Minott sweet praises to the bright side of life “In the Ghetto”, or Pinchers struggle livity warnings on “Rock and a Hard Place”, we are offered with a consciousness acknowledgment that only such true strugglers could present…

     

For the lover of revival roots reggae, is hard to standout a favorite from among the vocal tracks on “Renegade Rocker”, but “Easy Down” on material fake joys, requests from Black Uhuru legend, Michael Rose, and rocksteady Godfather, Alton Ellis, “Blessing of Compassion” soulful shouts for positive thinking and acting; could easily make a top entry in any jamaican music top (or at least in a “Renegade Rocker” lyrics concept based, kind of world…). Worth of mention is the outstanding strength that Alton Ellis, in his mid sixties, still has to cry out for changes in the world!

If not yet convincing , just go and listen to Wayne Smith “Idacity”, and you will stay with the felling that, the man that chanced dancehall reggae history with “Under me Sleng Teng”, as done it again! As this, deal with love not with war, uplifting message, could easily become the best single release of the year! It´s not easy to discover or understand what Wayne Smith has been doing over the last decade, but for those curious enough to wonder, here he is, in top form and blessing vocals, over a roots dancehall Dubmatix trademark riddim.

On the other side of Dubmatix, there is a newcomers presentation, also worth of listening, as close companions and Canada based, Raffa D and Rasta Reuben Kwabena, make appearance on the steppas update “Dub in me Hand”. On this well aligned modern dub intermissions along “Renegade Rockers”, we can find some delightful seventies dubwise showdown influences on Sub Dub; Happy Dub and Soul Dread Dub; thunderous future dub productions on Burning Fire Dub, Steppas Shock Dub or the unique reggae/drum & bass connection, from Dubmatix side project DJ Iron Belly, on the final and nice up the dancefloor, uptempo ragga drum&bass track “Push”.

As the old timers catch phrase ”This version rules the nation from creation” echoes near the end of the final “Push”, “Renegade Rocker” insight is disclosed. As this is a version of classic and original reggae concepts, destined to rule, in this world of misguided “riddim of the month” fabrications…Let´s hope and see, that King Dubmatix as arrived to inspire a change on that!

ZonaReGGae Reviews: “Roots” [ING version]

May 7, 2008

Urban Tribe StockholmRoots 2008 Adam Atterby Musikproduktion, Braah Produktion

Urban Tribe renamed Urban Tribe Stockholm in 2006, are a 12 elements original roots reggae band from Sweden. Roots revival bands have been blooming a little all over the world in the last decade or so. Europe is no exception, and Urban Tribe stand out from the majority, with the particularly of their sound bringing back in memory the UK roots scene from the eighties.
In Thailand, Kamala beach, there is a place known as Bob´s Bar, that’s where we need to travel to recon the beginning of this Tribe.
Bob´s Bar was the title from their debut release in 2005, named after the song written there on the spot, by Adam Atterby, the frontman and driven force supporting Urban Tribe, fast rising presence in European reggae scene. In 2 months Atterby wrote 10 more songs, picked up his partners from a former Bob Marley tribute band, Positive Vibration, and Urban Tribe Stockholm were ready to go, on 2004.
When the tsunami struck southeast Asia in December 2004, and “Bob´s Bar” was on its way close to release, the original and inspirational Bob´s Bar had vanished with the huge tidalwave, alongside the rest of Kamala…The album, eventually released in March 2005, was acclaimed in worldwide reggae press as an outstanding debut release from the Stockholm band, and probably even more important than that, it helped the Tribe raising a substantial amount to aid rebuild and sustain their friend Bob´s Bar, reopened in October 2005…an humble, but certainly, sincere livication to all those that lost their lives and livelihood in the tragedy.

Achievements for the album followed with the official release in the USA, a first time attainment for a Scandinavian roots band, and a tour opening act for legendary Steel Pulse, over Sweden and Norway.
After a couple of more road experience, mainly in Germany, 2006 brought Urban Tribe Stockholm another valued gift, with the new “Who´s the Enemy?” album, featuring none than more, David Hinds and Selwin Brown from the original and main influence to the group, Steel Pulse. Two extraordinary tracks the, No Solution (David Hinds) and Babylon (Selwyn Brown) for sure, but in general Who´s the Enemy?, was once more, a breath of fresh air in modern roots reggae music, that just didn’t reach the people as it should. At this point it´s important to state that Urban Tribe are a independent band, mainly self financed, and that back in 2005, were turned down by giants Ras Records, being praised by them as a fantastic band…but not interesting cause they were neither black or Jamaican…
Being that the shame in music business for major companies, fortunately in independent industry, it goes the other way, and in 2006, the “veteran” Swedish reggae band Kalle Baah signed Urban Tribe to their own label in praising efforts to give them a boost.

For anyone closely following Urban Tribe Stockholm 4 year struggle, listening to their albums or checking their Live DVD showcasing their first ever live performance, in May 2005 Bob´s Bar release party, it comes to prominence that this Tribe members, are no newcomers on the music business. Actually they all own a respectable background in Swedish music scene, all being full time musicians associated with different projects and styles. From Jazz, steel drums culture, newgrass, country, hard rock and heavy metal, among for sure many more, Urban Tribe comprise actually, many different roots!

This is unquestionably a plus, to achieve the kind of sound and production they used us to, reaching their top form with the latest release from last April (2008), “Roots”.
We could state that “Roots” is a top modern roots reggae production display, but that would just be a cliché in this case, because all Urban Tribe albums have been that!

Presenting 12 more powerful tunes, “Roots” in spite of the name, is actually the Tribe´s closest approach to the modern reggae sounds. Anyway, and first of all, the brass section arrangements, from sax and trombone players Tobbe Eliasson and Martin Palsson; the organ driven riddims from Sven Wikstrom and Frank Ronningen; and the soulful backing harmonies from the “Soul Sisters” Charlotte Atterby & Linda Ronnback, accompanied by their “brother” Christian Lindstrom, make sure that the best from roots reggae tradition, follows along all “Roots” set.

The rockers feeling is assured by brothers Adam & Mikal Atterby guitars, and most certainly throughout all the album with Steve Nilsoon drumming like a veteran rockers drummer, in perfect line with Anders Kappelin basslines. Surely, one of the musical standouts in “Roots”.

The biggest standout as to be, as it should always in reggae, the message in the music. Adam Atterby´s vocals are stronger than ever, and anyway, being David Hinds his all time main hero and reference, he surely as high standards to live on!
Together with now full band member Bamma B, in “Roots” they both give the meaning to the album’s title. Tune after tune, it´s a truly delight to listen to their vocal clash, chanting down oppressors on “Empire”, “Never Enough” or “Holding the Devil’s Hand”; exposing our days hypocrisy on “High Society” and “Hold Your Peace”, or advising solutions on “Natural” and “Everything you Do”, in a pure roots and culture conscious warning demand, going back to the “Roots”, as the best road to hold on in this troubled times. Powerful messages, delivered in fine style by Adam Atterby, “escorted” by Trinidad born, Bamma B unique raggamufin toasted act. No chestnut, nonsense or slack shouts from this modern times toaster, strictly cultural galore!

Brightening “Roots”, we are offered with the special guest appearance from Jamaican singer Elijah Prophet in the gospel/soul alike “One Fine Day”, and last, standing for best, a entertaining, bring back memories version of Steel Pulse 1980 classic hymn “Reggae Fever”!

What’s missing on “Roots”? Hard to say for anyone into roots revival music, but probably Swedish dub master Internal Dread, a dubbing and engineering presence of both Bob’s Bar & Who’s the Enemy (as in some live acts…), could bring the only awaited omission, in Urban Tribe Stockholm released works till know – Dub versions!

Mainly, this is just another chapter on Urban Tribe Stockholm praising contribution to original reggae struggle…Urban Tribe Stockholm own struggle for recognition will definitely continue, and if in past, they have been compared to legends as Steel Pulse, UB 40 or Third World, time will surely tell about newcomers, measure up to this Urban Tribe lessons from Stockholm city, to the all not paying attention or badminded around the world:

“…The life you live, the choices you make
Are the things that make up your fate
The shape of your future is decided by your past
You plant a seed, you watch it grow
Every man must reap what he has sow
The sum is the destiny you´re holding in your hands

Cause in the end you will held accountable
For all the deeds that you do
God or bad the choice is up to you…”

Everything you Do (Comes back to You)
(Adam Atterby & Bamma B)

ZonaReGGae Reviews:”UK Dub Story”[ING version]

April 16, 2008

VibronicsUK Dub Story 2008 Scoops Records

With its foundations well established in Jamaican cultural music, Dub music can be in present days, defined as one of the most eclectic sounds. Considering that it can derive from the essence of, pretty much, any style, its strength relays on the fact of being an open book to both experimental and traditional studio mix engineering.
The evolution of dub, from the first remixes made in the seventies by King Tubby, Lee Perry, Herman Chin; Errol Thompson or Keith Hudson…to the actual diverse approach, owes much to the import in the eighties across the Atlantic, all the way to the United Kingdom.
Since the mid eighties, UK was established as the new center of dub production, with originators Mad Professor and Jah Shaka, paving the way for a all new open minded generation of producers, DJs, soundsystems and studios, followers of steppers approach, and willing to preserve and pass on dis tradition. Embodying in the sound a whole new kind of digital and electronic musical variations, like drum n bass, jungle, techno, dubstep…they keep on to perpetuate and recreate the diversity and originality within the style till present days.

In the forefront of mid nineties refreshing generations, we find the Leicester city based Vibronics crew.
Vibronics were born from the inspiration that legendary Aba-Shanti-I sound system, and digitally sequenced music, provided to the mentor of the collective, Steve Vibronics.
Since the beginning in 1995, Vibronics produce dub tunes exclusively projected to spin at roots sound systems. With the mentioned Aba-Shanty-I, Jah Shaka or Iration Steppas being the first to embrace, support & promote the raw dub creations, stimulated by the appeal that studio trickery from Scientist or King Tubby provided to Steve Vibronics.
Those first heavy-weight cuts were to be the sounds that introduced Vibronics to UK dub dance pioneers Zion Train, who released the first ever Vibronics track “Awakening” through the compile works Egg Files released in Universal Egg label in 1997.

7’’ inchs on Universal Egg subsidiary Deep Roots, such as “Jah Light Jah Love” followed, opening the path towards shared ventures & collaborations with UK roots names like, Jah Free, Alpha & Omega, The Disciples, Wayne McArthur…Many, across the Europe, live shows and dub clashes after, Vibronics were in the beginning of the new millennium, a well respected presence in Roots scene, featuring by this time a top class crew showcasing singer Boney L, MC Richi Rootz or melodic player Vitamin M, alongside Steve Vibronics.

“Dub Italizer”, in 2000, and “Dub Upliftment” in 2004, where Vibronics first album releases, and in spite of the great and flattered praises they received, they keep on producing single oriented music, build for sound system exposure. Contributing too, and maintaining a strong presence in UK Roots, the SCOOPS label was the perfect way to further this tradition, giving also the chance for both, oldscholl legends and new singers & players to provide their messages and approaches, through a series of 10’’ inch releases. From 2000 till now, Vibronics releases help unleash the powerful vibes and messages, presented by names like, Boney L, Madu, Murray Man, Vitamin M, Splitz Horns, Tena Stelin, Echo Ranks, Anthony John, Lutan Fyah, Mellow Baku, M Parvez or the two great Montserrat island sensations Jah Marnyah and Ras Iyakayah.
An honor for sure was the 2006 SCOOP 10 inch 13th volume, featuring the first ever full vocal track from the head creator of Iration Steppas, Mark Iration! Named “Struggle”, this is surely one the greatest UK roots anthems!

Always keeping in mind their beloved home city and cultural matters, also worth checking are the 2007 releases 20,21&22, featuring 6 based Leicester city singers, in a way to celebrate the rich diversity of the city, that according to the UK Comission for Racial Equality:
“…by 2011 Leicester will have approximately a 50% ethnic minority population, making it the first city in Britain not to have a white British majority.”

More recently, March 2008, and postponing a desire that was dated in 2004, Vibronics & SCOOPS label, have released their very first 7’’ inch singles, featuring the new top UK roots voice Echo Ranks, and no need for introductions, legendary Macka B.
Like all the other SCOOPS releases, this limited vinyl edition will surely sell out, and become a rarity part of the “Story” that Vibronics helped create: “UK Dub Story”.
Since the very first beginning, Vibronics have aid to provide new definitions to what is so often called The Underground of Underground music culture. In fact, the UK dub scene keeps on going, regardless of the little media exposure that it has. Tradition is a ruling point on this matter, once, fortunately, so many dub addicts all over world & mainly Europe keep on following Jah Shaka, Iration Steppas or Aba-Shanty-I traditions for another earth shaking dub session.
If it´s true that Vibronics were born from this tradition, it´s also true that they keep on pushing it to a next level, and the soon to be released (28th April 2008 ) new album “UK Dub Story”, places Vibronics crew on the vanguard of the future sound of dub.

Throughout the 12 tracks that make this new, UK Dub Story, we can find it all!
UK Dub trademark is, as always, the everlasting presence of the heaviest basslines, so be sure to switch ON the humble BASS option in your player! The spatial echoes, vintage dub sound effects and a warfare like drum display resonate all over the set, creating one of the most clear dub atmospheres from the latest times.
Tracks like Night Storm, with brilliant acoustic guitar arrangements, or the melodic flavored Safe in the Dub are a true appeal to the oldscholl fans; as for World of Dub, Dawn Chorus, Silver&Gold or our top favorite Flying Dub, it will be non-stop skanking for steppas addicts!
The “opener” Fistfull of Dub, brings an experimental tribal approach to Vibronics sounds, and the “closer” Digital Revolution rounds up the full diverse approach that UK Dub Story has to offer.
Alongside the classical uplifting instrumental tracks Tired of the War, Long Time dub and Kings Highway Dub, we are connected with the partial vocal features of Echo Ranks, Macka B & Jah Marnyah (the first two featuring on full style in the mentioned 7 inch releases).

You may not be a fan or expert on Modern Dub music, but if you enjoy Jamaican Reggae, World Music, Drum & Bass or Dubstep, UK Dub Story as surely a new approach to offer you…Just be sure that when you hit play, from the opening, sounding like traditional instrument, Berimbau chords, you will be heading towards the Future Sound of Dub!

(I-Rick deejay @ ZonaReGGae radioshow)

ZonaReGGae Reviews:”Tony Tuff meets Earl 16″[ING version]

April 10, 2008

Tony Tuff meets Earl 16 at the Dubfront Showcase Style2006 Dubfront Outernational

Released in 2006 @ Dubfront Outernational, the title says much of what we can listen at this production stating Revival all over it!
Featuring two legendary names that spread their cultural vibes from the roots golden age, through the dancehall roots origination till the present eclectic productions, this is a classic 6 track LP style (plus a dub remix on the CD version…), bringing back the approach and tradition of the jamaican showcases from the second half of the beloved seventies, that fashioned famous the in-demand extended discomix versions.
Produced and mixed at Oli Dread, Tabackle Dub Chamber in Cologne, Germany, the riddims showcased here travel from adaptations of Jamaican oldscholl reggae style, to original productions featuring the finest, powerful and creative modern dub.

The “Tuff side” display roots dancehall veteran Winston Morris a.k.a. Tony Tuff in great form with his powerful nasal tone, appealing to our inner strength (“Yuh name Weh Yuh Name”); “Praising Jahovia” and flattering the high powers transmitted by the reggae vibes in da dancehall (“Oh What a Fire”).

Over the “Sixteen side”, Earl “16” Daley keeps on showing why his presence is one of the most powerful on the reggae world over the last 3 decades, wid his sweet voice opening our minds to the everlasting conqueror rastaman freedom sounds (“Hail the Rastaman”); praising the companionship of the “Empress” in the rastaman livity, and “Teach(ing) Us of Africa” in another marvelous performance of praises to the Motherland…

As if Earl 16 and Tony Tuff together wouldn´t be enough to make this showcase a unique moment of Jamaican roots & culture message, this modern time meeting is also enlightened by the likes of oldschool veteran deejay Ranking Joe (in a combination with Earl 16 on “Hail the Rastaman”);additional brass arrangements from Zion Train horn sections and Patrix Matix, and an x-tra dub remix of “Oh What a Fire” from dub master Neil Perch, on the CD version, where we can also find the full version of this great Echolab video mix!

A top class dubmix work by Oli Dread, the cultural vibes transmitted by Earl 16 over the track “Teach us of Africa”, and the stomping steppers “Fire Dub RMX” from Perch, are surely the high peaks in this extremely recommended revival independent project, recreating the best that Jamaican music culture teach and offered us, throughout the times.
Whether in the past releases, featuring Junior Murvin, Luciano or Mikey General; the forthcoming works wid Prez. Brown, Prince Allah or Yamie Bolo, or this present “Showcase Style”, Dub Front Outernational are playing the right(eous) track, praising oldscholl finest talent in landmark Revival to da bone productions!

(I-Rick Deejay @ ZonaReGGae radioshow)